Postagens mais visitadas

domingo, 9 de abril de 2017

De volta pra casa

  
Sábado, 23/11/1996  foi quando assisti ao primeiro show de bandas. Uns amigos meus pretendiam ir a uma casa de cultura ver a banda de um colega deles.
  Neste dia tocou Inocentes e mais algumas bandas do underground, eu estava empolgado pois alem de ser a primeira experiencia deste tipo, seria o aquecimento para o evento na semana seguinte, o Close Up Planet onde pude ver Sex Pistols, Bad Religion e outra vez Inocentes.
  Fomos a pé, ate o local que devia ser uns 10km de casa, encontramos com alguns amigos pelo caminho e seguimos em frente. Quando cheguei vi alguns punks com cabelos moicano coloridos, um grupo de pessoas da minha idade e alguns integrantes de bandas no canto do palco. A primeira banda tocou uma musica chamada Yakuza, o vocalista subiu em um pilar formado por treliças e quando chegou ao teto desceu, o ambiente ainda estava começando a encher. Uma pessoa foi até o microfone dizendo que encontrou uma carteira, muitos gritavam "é minha,é minha"  até que o dono apareceu e confirmou seus dados do documento. Esse mesmo cara estava com mais alguns que vi jogarem uma cadeira no chão, fazendo barulho e rindo do ocorrido. Curiosamente acabei conhecendo eles na escola e formamos uma banda.
   Depois foi a vez dos inocentes, quando começaram a tocar o publico se aglomerou no meio do salão, ocupando a metade do lugar, o som estava ótimo e a banda tocou muito bem.
  finalmente chega a banda do colega de um amigo, ele entra com um baixo azul metálico, cumprimenta meu amigo do palco e a banda em seguida começa a tocar. Assistimos algumas musicas e fomos embora. Na saída da casa de cultura encontramos o Clemente, vocalista dos Inocentes conversando com uma galera.
  Andamos até uma rua que fica paralela a uma rodovia, era por volta das 17:30hs e estava eu com mais 4 amigos e a namorada de um deles. fomos andando e conversando umas coisas normais até chegarmos em uma passarela para atravessar a rodovia. No outro lado um amigo e a namorada foram embora de ônibus e eu e mais os 3 amigos fomos pegar ônibus em outro lugar. um ultimo colega foi para a casa andando e eu e mais 2 amigos retornamos para a casa.
   Nunca esqueço esse dia, principalmente na volta pra casa andando paralelo a esta rodovia, um desses amigos faleceu a dois anos atras, naquele dia a sensação que tive era que teríamos todo tempo do mundo e nossas amizades e convívio seriam eternos.
  Ledo engano, hoje cada amigo seguiu um caminho e alguns até perdi contato. Na época o que eu mais queria era um instrumento musical para tocar com eles, no quartinho de costura da avó de um amigo. Hoje tenho uns 6 instrumentos mas que adiantam se não tenho os amigos?
  De qualquer forma foram bons tempos, uma semana depois fui ao primeiro grande show, mas esta é outra historia.
  

terça-feira, 4 de abril de 2017

teatro do cotidiano



     Vejo as vezes andando pela rua, indigentes nitidamente com problemas mentais, sempre sorrindo. Contrapondo com pessoas comuns, que tem um emprego, compromissos, família e objetivos, com expressão seria e fechada.
   Vendo pessoas normais tendo quadros depressivos e comparando com indigentes moradores de rua, que apesar de sua condição, estão sempre sorrindo, chego a conclusão que a sanidade é triste e só os loucos possuem felicidade atoa.

domingo, 23 de outubro de 2016


   Odeio assistir aqueles programas de viagens. Sempre me faz me sentir mal. Lugares paradisíacos, exóticos, mostrados por reportes cuja a única ocupação parece ser se divertir. E quando eu olho a minha volta vejo o quanto minha realidade se distancia disso. Seja por custo ou tempo, a rotina aprisiona, a luta para vencer o dia cobra seu preço.
  Mas ainda vou fugir para um lugar assim, uma hora dessas.

domingo, 9 de outubro de 2016

Comum




   Eu sempre quis ser normal, comum, vulgar. Chamo a atenção, tive uma historia incomum de vida. Os normais me parecem mais confortáveis com suas realidades. O que tenho de comum com o restante são as frivolidades.

-Não vou deixar legado.
-Não vou entrar para a história.
-Não sou especial. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Solidão

 

   Confesso que gosto de ficar comigo mesmo, pessoas com felicidade atoa me irritam. Pessoas com bom humor pela manhã me parecem idiotas. Gosto do escuro, das madrugadas e do silêncio, encontro a serenidade e o conforto em ambientes assim. Um certo grau de misantropia deve ser normal, em pessoas normais. Nunca gostei de falso otimismo, de pessoas que padecem de síndrome de Poliana.  A rotina as vezes não é fácil, as dificuldades as vezes são maiores que nós, as vezes realmente estamos perdidos. Admitir isso é o primeiro passo para não insistir em um obstaculo e perder tempo. Bruce Lee em seus excertos filosóficos diz que "a água não insiste em um obstaculo, desavia-o". Toma o caminho com maior propensão, aproveita as vantagens naturais.
   Mas como estava dizendo, a solidão me é agradável, Quem não suporta a solidão é porque não suporta a si mesmo. No final passaremos a eternidade com ela como companheira†.

Glória


   Só os vencedores são lembrados, os primeiros, os poucos únicos a conquistar. Na gloria não há espaço para todos, talvez muitos nem a alcance. Anos de trabalho podem nunca dar o resultado almejado, conforme o tempo passa aos poucos vai se extinguindo aquela esperança da conquista.
   Acho que é neste ponto que chega a maturidade, onde começa a surgir duvidas se realmente faremos a revolução, ser uma pessoa comum e vulgar, ver que não é especial. Um numero na massa, no cotidiano e durante toda a vida ser segunda-terça-quarta-quinta-sexta-sábado-domingo. Embora eu não queira praticar o hedonismo, o bem estar de alguns momentos talvez seja uma das poucas coisas que se pode conquistar, um dos poucos bens realmente adquiridos. Perde-se muito destes instantes correndo atras de um sonho, que pode oferecer o que imaginamos ou ate mesmo não acontecer, é o preço que se paga e um risco que se corre.

domingo, 18 de setembro de 2016

Bichinho virtual

  
  Este espaço se tornou meu Tamagotchi, cuido dele um pouco durante a semana. É uma fuga da realidade, um lugar onde posso esquecer do cotidiano, da rotina, do dia. Quem não tem uma forma de fugir da realidade? Gostaria muito de escrever textos espetaculares como os grandes autores que conheci, infelizmente não tenho aptidão para as letras, elas sempre me fogem. 
  Tento criar uma técnica para escrever minhas linhas tortas, porem o momento da melhor criação sempre se perde. Anoto quando posso mas na maior parte das vezes tento me lembrar da ideia original que pensei, sempre distorço um pouco no final. Tento escrever o que vier na cabeça, para tentar preservar desta forma, a originalidade de alguma reflexão.
  Pensamos varias ideias ao mesmo tempo, mas só podemos escreve-las de forma linear. Os grandes escritores conseguem selecionar a melhor forma de fazer isso. por isso são grandes. Aqui posso ter meus momentos de epifania solitária para ficarem diluídos no mundo virtual. Um dialogo sozinho que no final se dissolve no nada.

Uma nova tempestade no horizonte

  Parece que se aproxima uma tempestade nesse mundo, veremos